{"id":2156,"date":"2022-09-22T18:24:22","date_gmt":"2022-09-22T18:24:22","guid":{"rendered":"https:\/\/inclusivecourts.pt\/?p=2156"},"modified":"2022-09-22T18:33:12","modified_gmt":"2022-09-22T18:33:12","slug":"tribunal-constitucional-acordao-n-o-497-2019-26-09-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivecourts.pt\/en\/tribunal-constitucional-acordao-n-o-497-2019-26-09-2019\/","title":{"rendered":"Constitutional Court, judgment no. 497\/2019, 26.09.2019"},"content":{"rendered":"<p>OPOSI\u00c7\u00c3O \u00c0 AQUISI\u00c7\u00c3O DA NACIONALIDADE PORTUGUESA | NATURALIZA\u00c7\u00c3O | EFEITO AUTOM\u00c1TICO DE CONDENA\u00c7\u00c3O PENAL | DIREITO FUNDAMENTAL DE ACESSO \u00c0 CIDADANIA PORTUGUESA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tribunal Constitucional, ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 497\/2019, 26.09.2019<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>JURISDI\u00c7\u00c3O: Constitucional<\/p>\n<p>PROCESSO: 321\/17<\/p>\n<p>ASSUNTO: Recurso de constitucionalidade<\/p>\n<p>JUIZ RELATOR: Lino Rodrigues Ribeiro<\/p>\n<p>DECIS\u00c3O: O Tribunal Constitucional decide julgar inconstitucional a norma decorrente do artigo 6.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea d), da Lei da Nacionalidade, e do artigo 19.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea d), do Regulamento da Nacionalidade, nos termos da qual n\u00e3o pode ser concedida a nacionalidade portuguesa por naturaliza\u00e7\u00e3o a um indiv\u00edduo que tenha cometido crime pun\u00edvel com pena de pris\u00e3o de m\u00e1ximo igual ou superior a tr\u00eas anos, segundo a lei portuguesa, quando a pena concretamente aplicada foi suspensa na sua execu\u00e7\u00e3o e foi decidida a n\u00e3o transcri\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o condenat\u00f3ria. Consequentemente, nega provimento ao recurso.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS DE DIREITO INTERNO:<\/p>\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa [artigos 4.\u00ba, 15.\u00ba, n.\u00ba 3, 16.\u00ba, n.\u00ba 2, 18.\u00ba, 26.\u00ba, 30.\u00ba, n.\u00ba 4, 36.\u00ba, 64.\u00ba, n.\u00ba 2, al\u00ednea b), 67.\u00ba]<\/p>\n<p>Lei n.\u00ba 28\/82, de 15 de novembro [artigo 70.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea a)]<\/p>\n<p>Lei n.\u00ba 37\/81, de 3 de outubro, na reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 9\/2015, de 29 de julho [artigos 6.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea d), 11.\u00ba, 12.\u00ba]<\/p>\n<p>Lei n.\u00ba 37\/81, de 3 de outubro, na reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 2\/2018, de 5 de julho [artigos 6.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea d), 9.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea b)]<\/p>\n<p>Lei Org\u00e2nica n.\u00ba 2\/2018, de 5 de julho (artigos 4.\u00ba, 5.\u00ba)<\/p>\n<p>C\u00f3digo Penal (artigos 50.\u00ba, n.\u00ba 1, 210.\u00ba, n.\u00ba 1)<\/p>\n<p>Lei n.\u00ba 57\/98, de 18 de agosto, na reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n.\u00ba 114\/2009, de 22 de setembro (artigo 17.\u00ba)<\/p>\n<p>Lei n.\u00ba 37\/2015, de 5 de maio (artigo 13.\u00ba)<\/p>\n<p>Decreto-Lei n.\u00ba 237-A\/2006, de 14 de dezembro [artigos 2.\u00ba, 12.\u00ba, 19.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea d)]<\/p>\n<p>Decreto-Lei n.\u00ba 237-A\/2006, de 14 de dezembro, na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto-Lei n.\u00ba 71\/2017, de 21 de junho (artigo 19.\u00ba, n.\u00ba 1)<\/p>\n<p>Tribunal Constitucional, ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 599\/2005, 02.11.2005<\/p>\n<p>Tribunal Constitucional, ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 281\/2010, 05.07.2010<\/p>\n<p>Tribunal Constitucional, ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 106\/2016, 24.02.2016<\/p>\n<p>Tribunal Constitucional, ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 331\/2016, 19.05.2016<\/p>\n<p>Tribunal Constitucional, ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 426\/2018, 20.09.2018<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS DE DIREITO INTERNACIONAL:<\/p>\n<p>Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, 1948 (artigo 15.\u00ba)<\/p>\n<p>Conven\u00e7\u00e3o Europeia sobre a Nacionalidade, 1997 (artigo 6.\u00ba)<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS DE DIREITO ESTRANGEIRO: n.a.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da nacionalidade portuguesa; naturaliza\u00e7\u00e3o; efeito autom\u00e1tico de condena\u00e7\u00e3o penal; direito fundamental de acesso \u00e0 cidadania portuguesa; princ\u00edpio da proporcionalidade; ind\u00edcio da idoneidade do requerente; tratamento objetivo, igualit\u00e1rio e imparcial das pretens\u00f5es de naturaliza\u00e7\u00e3o; diversidade de tratamento; tratamento igualit\u00e1rio dos casos; obten\u00e7\u00e3o do <em>status <\/em>da nacionalidade portuguesa; perda de direitos civis, pol\u00edticos ou profissionais; demais circunst\u00e2ncias associadas \u00e0 condena\u00e7\u00e3o; revoga\u00e7\u00e3o superveniente da norma; atribui\u00e7\u00e3o da nacionalidade origin\u00e1ria; requisito de \u201cidoneidade c\u00edvica\u201d; crit\u00e9rio da moldura penal abstrata; pena concretamente aplicada; direito fundamental a n\u00e3o ser privado da cidadania portuguesa; expectativa jur\u00eddica; princ\u00edpios de Direito internacional; \u201cnacionalidade real e efetiva\u201d; cidad\u00e3os nacionais de outro Estado; ind\u00edcios de efetiva liga\u00e7\u00e3o vivencial ao Estado que confere a nacionalidade; resid\u00eancia habitual e permanente; cidad\u00e3os dos Estados de l\u00edngua portuguesa; manifesta desconsidera\u00e7\u00e3o pelos princ\u00edpios e valores constitucionais; n\u00facleo essencial do direito \u00e0 cidadania; espec\u00edfico v\u00ednculo de integra\u00e7\u00e3o na comunidade portuguesa; resid\u00eancia em Portugal desde a menoridade; certificado de registo criminal; suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de pena de pris\u00e3o; direito subjetivo \u00e0 cidadania portuguesa; liga\u00e7\u00e3o efetiva \u00e0 comunidade nacional; compet\u00eancia dos Estados para determinarem quem s\u00e3o os seus nacionais<\/p>\n<p>COMENT\u00c1RIO: A adicionar brevemente.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS NA DOUTRINA: n.a.<strong> \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fa\u00e7a download da decis\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inclusivecourts.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Tribunal-Constitucional-acordao-497_2019-26.09.2019.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-267\" src=\"https:\/\/inclusivecourts.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/PDF-Imagem-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"223\" height=\"134\" srcset=\"https:\/\/inclusivecourts.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/PDF-Imagem-300x180.jpg 300w, https:\/\/inclusivecourts.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/PDF-Imagem.jpg 608w\" sizes=\"(max-width: 223px) 100vw, 223px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPOSI\u00c7\u00c3O \u00c0 AQUISI\u00c7\u00c3O DA NACIONALIDADE PORTUGUESA | NATURALIZA\u00c7\u00c3O | EFEITO AUTOM\u00c1TICO DE CONDENA\u00c7\u00c3O PENAL | DIREITO FUNDAMENTAL DE ACESSO \u00c0 CIDADANIA PORTUGUESA &nbsp; 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